sexta-feira, 21 de março de 2008

Técnicos divergem sobre estopim do desabamento do Metrô em Pinheiros




‘Estado’ mostrou ontem que a obra não seguiu projeto

Bruno Tavares e Eduardo Reina

Embora já tenham reunido indícios sobre as possíveis causas do acidente no canteiro de obras da futura Estação Pinheiros do Metrô, 14 meses depois do surgimento da cratera os peritos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) ainda não têm condições de apontar qual foi o “estopim” do desabamento. Persiste a tese de que a análise geológica teria sido insuficiente para determinar o exato comportamento do solo, levantada por técnicos e engenheiros na semana seguinte à tragédia, sobretudo pela forma abrupta com que veio abaixo parte do túnel sob a Rua Capri, em Pinheiros, zona oeste.


Para o Ministério Público Estadual, os dados coletados até agora são suficientes para afirmar que a execução da obra não seguiu à risca o projeto original, elaborado pela Engecorps. As divergências, conforme o Estado mostrou ontem, concentram-se em três pontos: a inversão do sentido de escavação do túnel, discrepância entre os registros dos diários de obra e o constatado pelo IPT na investigação, e uma inexplicável aceleração no ritmo de construção.



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