sábado, 21 de junho de 2008

Pia de mármore para a classe C


O nosso amigo Thiago Gomes confessou onde trabalha... e o método revolucionário na construção de casas pré-fabricadas.

Leia a entrevista na revista Veja sobre o método e a rapidez da execução:

Casas populares com pequenos luxos: eis a fórmula encontrada pela Rodobens para tornar-se a construtora que mais cresce no país


"...Em nenhum outro tipo de construção a busca por soluções para cortar custos é tão obsessiva quanto numa casa popular. Por motivos óbvios: o preço baixo é, de longe, o que mais define a compra na classe C. Justamente por isso algumas das grandes empresas ainda têm dificuldade em chegar ao interior. A Cyrela construiu recentemente casas populares em cinco cidades – todas próximas a capitais e com mais de 300.000 pessoas. Diz Antonio Guedes, diretor na empresa: "Nossa estrutura está em cidades grandes; portanto, os custos fixos são naturalmente mais altos. É difícil chegar com um preço competitivo ao interior, especialmente em cidades menores". A Rodobens rivaliza, basicamente, com a construtora mineira MRV, uma das maiores do país, há quinze anos no interior. Em relação a ela, que também foca o mesmo público, tem a vantagem de conseguir oferecer preços um pouco mais baixos. Isso se deve, principalmente, à aplicação de uma tecnologia criada nos Estados Unidos e usada pela primeira vez em casas populares no México, em 2001. As paredes são erguidas por meio de moldes de plástico dentro dos quais é injetado o concreto líquido. Cada conjunto de moldes custa caro – algo em torno de 1 milhão de reais. Isso fez com que o engenheiro Eduardo Gorayeb fosse tachado de "louco" quando resolveu replicar a idéia no Brasil. Mas, com o sistema a que ele se refere como uma "espécie de Lego", foi possível economizar 40% em mão-de-obra e construir uma casa na metade do tempo (veja o quadro).



Usar módulos para construir casas não é novidade. A técnica surgiu na Europa da década de 20, devastada no pós-guerra. Nesse tempo, calculava-se que 25% do material era desperdiçado na construção de uma casa. Com a padronização das peças, não só a perda de matéria-prima caiu para 10% como se tornou possível construir prédios em ritmo mais rápido. Foi com a utilização de módulos que países como a Alemanha conseguiram livrar-se em apenas quinze anos de um déficit habitacional de 5 milhões de casas. O modelo chegou ao Brasil na década de 60, quando o governo decidiu investir em fábricas de peças moduladas para a construção de casas populares, que se espelhavam nas européias. Funcionou até que o Banco Nacional da Habitação (BNH), financiador na compra das casas, fechou as portas, em 1986. Algumas construtoras brasileiras resolveram, então, adotar o sistema. A mais bem-sucedida delas foi a InPar, comandada pelo empresário Alcides Parizotto. Impulsionada pelas casas em módulos que espalhou em 34 cidades brasileiras, a empresa acumulou um patrimônio de 720 milhões de reais desde 1992."



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